06.04.2025 — hoje

Samylla Rodrigues

Um domínio comprado, uma noite inteira de trabalho e uma página só sua — tudo isso porque na sua frente eu travo e não sai o que eu queria dizer.

a página abre com música

Guibson

desde o primeiro dia

A gente já tem
todo esse tempo

0anos
0meses
0dias
0horas
0min
0seg

esse relógio não parou nem quando a gente terminou

antes de qualquer coisa

Responde essas 8 pra mim

Não é pegadinha e não tem prêmio. Só me responde. No fim eu tenho uma coisa pra te pedir — e você já deve estar desconfiando o quê.

O que eu preciso te dizer

Eu podia ter mandado um áudio. Podia ter mandado mais uma mensagem que você ia ler e não ia responder — e com razão. Mas aí eu ia estar fazendo de novo a mesma coisa fácil de sempre. Então eu sentei, comprei esse domínio com o seu nome nele e passei horas montando isso aqui. Porque dá trabalho. E você merece o trabalho.

Eu errei. Não vou ficar aqui procurando desculpa bonita nem tentando dividir a culpa no meio. Errei, você sentiu, e eu vi você sentindo. Isso é a parte que mais dói: eu vi, e mesmo assim demorei pra fazer alguma coisa.

Não estou te pedindo pra fingir que não aconteceu. Estou te pedindo pra olhar tudo isso aqui embaixo — cada foto, cada vídeo, cada bobeira nossa — e lembrar do tamanho do que a gente construiu. Isso não cabe num término. E muito menos num término assim, em que a gente continua se falando todo dia como se fosse dois conhecidos.

Eu voltei aí umas três, quatro vezes desde o dia 19. Já sei que foi insistência, e eu não vou fingir que não foi. Mas na sexta você me abraçou, e eu passei o fim de semana inteiro pensando naquilo. Quem não quer mais nada não abraça. É nesse abraço que eu estou me segurando pra escrever isso aqui.

E olha pra frente comigo um segundo. A gente conquistou o carro, conquistou a moto, construiu tudo isso em pouco mais de um ano — do nada, com as nossas mãos. Falta a casa. Falta um monte de coisa que eu quero ver a gente conseguindo junto, com a Safyra correndo no meio. Eu não quero nada disso sozinho. Não teria graça nenhuma.

Eu te amo. Do jeito bagunçado, teimoso e barulhento que você já conhece. E eu tenho medo de te perder — não de uma vez, que doeria menos, mas assim: aos pouquinhos, mensagem por mensagem, até um dia a gente não ter mais assunto. Eu prefiro me expor nessa página inteira a deixar isso acontecer calado.

P.S.: se você chegou até o fim da página, eu já ganhei o meu dia.

Guibson

a nossa prova

Olha o que a gente é

toque em qualquer uma pra ver grande

e tem uma pessoinha nisso tudo

E tem ela, Safyra

3 anos de vida

A Safyra não sabe que a gente terminou. Ela só sabe que a mãe dela é o lugar mais seguro do mundo, e que quando a gente ri junto ela ri também, sem nem entender do quê.

Um dia ela vai perguntar como foi que a gente se conheceu. E eu quero ter uma resposta comprida pra dar. Quero contar dos perrengues, das madrugadas, do dia em que ela virou a minha filha e eu não consegui falar nada — só olhava pra você.

A gente não é só um casal. A gente é a família inteira dela. E eu quero fazer por merecer esse lugar, todo dia.

com som e tudo

Os nossos vídeos

rodando pra sempre

E as bobeiras

ficam rodando pra sempre, igual eu na sua cabeça

do zero, com as nossas mãos

Olha o tamanho do que a gente já fez

Em pouco mais de um ano. Do zero, sem ninguém dar nada de graça pra gente. Marca aí o que já é nosso — e o que ainda falta.

toque nos cartões

Motivos que eu não esqueço

capítulo por capítulo

A nossa história

  1. 6 de abril de 2025

    1h09 da manhã. Eu sei a hora, Samylla. Inventei qualquer desculpa pra puxar assunto — e ainda bem que deu certo.

  2. O primeiro beijo

    Eu lembro do lugar, da hora e do que você estava vestindo.

  3. O carro e a moto

    A gente conquistou junto, do zero, sem ninguém dar nada. Foi ali que eu tive certeza de que a gente dava certo.

  4. A Safyra

    O dia em que a gente virou família de verdade. O mundo mudou de tamanho.

  5. 18 de agosto

    O último dia em que estava tudo bem. E o pior é que eu nem sabia que era o último.

  6. 19 de agosto

    Eu cheguei de manhã. A gente terminou de noite. Faz 59 dias — e eu sei esse número de cabeça.

  7. Sexta-feira

    Você me abraçou. Foi rápido, e mesmo assim foi a primeira vez desde o dia 19 que eu respirei direito.

  8. A nossa casa

    Ainda não tem endereço, mas já tem dona.

  9. Amanhã

    Depende de você. E eu vou esperar o tempo que precisar.

Volta pra mim?

e já vou avisando: o "não" aqui também não funciona